Jul 22 2009
O VALOR DO CONHECIMENTO
Jul 22 2009
May 05 2009
Albert Einstein (1879-1955), físico alemão famoso por desenvolver a Teoria da Relatividade, mencionou durante sua vida, varias frases famosas. Uma delas é: “Nunca penso no futuro. Ele chega rápido demais”. Para um gênio como Einstein que vivia muito à frente de sua época, tal frase poderia ter certo sentido. Mas também deixa claro que sua preocupação era agir no presente, no hoje e as consequências dessas ações seriam repercutidas no futuro.
Ainda utilizando frases de Einstein, mais uma vez ele quebra um paradigma quando afirma: “A imaginação é mais importante do que o conhecimento”. Os céticos podem insistir em afirmar que o mais importante é adquirir conhecimento. No entanto, sem a criatividade nascida de uma boa imaginação, de nada adianta possuir conhecimento se você não tem curiosidade em ir além. O conhecimento é muito importante para validar a criatividade e colocá-la em prática, mas antes de qualquer ação existiu a imaginação, um sonho, que aliado ao conhecimento e habilidades pode transformar-se em algo concreto. Já a imaginação criativa, sem ações, permanece apenas como um sonho.
Ainda à frente de sua época e indiretamente colaborando para os dias atuais, Einsten mais uma vez apresenta uma frase interessante: “no meio de qualquer dificuldade encontra-se a oportunidade”. Ou seja, mesmo em meio a uma crise, podemos encontrar oportunidades. Oportunidades aos empreendedores, aos inovadores, às pessoas e empresas que tiverem atitude e criatividade, que saiam da mesmice, que não se apeguem a fatos já conhecidos, mas busquem o novo, o desconhecido. Como profissionais, precisamos ser flexíveis e multifuncionais. Devemos deixar de nos conformarmos em saber executar apenas uma atividade e conhecer várias outras, nas quais com interesse e dedicação podemos ser diferenciados. Já as empresas devem encontrar em uma nova realidade, novos usos de produtos e boas oportunidades para os mercados que passaram a existir.
E para fechar com chave de ouro este artigo, cito outra sábia frase de Einstein: “Algo só é impossível até que alguém duvide e acabe provando o contrário”.
Acredite, tudo é possível desde que seja dado o primeiro passo. Você pode realizar seus sonhos se tiver confiança e lutar por eles. Poderá encontrar novas oportunidades desde que olhe “fora da caixa” e seja o primeiro a descobrir uma chance que ninguém está conseguindo ver. Para se chegar a uma longa distância é preciso, antes de tudo, dar o primeiro passo. Parecia impossível o homem voar e ir à lua. Quem imaginou, há 30 anos atrás, que poderíamos acessar milhares de informações em milésimos de segundos através da internet? Mas para estas perguntas, por mais óbvias que sejam as soluções, faço das palavras de Einstein, minha resposta: - alguém que duvidou e provou o contrário!
Por: Wagner Campos
Feb 20 2009
Por Karin Sato - InfoMoney
A competição tem seu lado positivo, mas, sem limites, a ânsia por ser melhor do que os demais pode prejudicar a carreira.
A avaliação é do administrador e palestrante Jerônimo Mendes, autor do livro “Oh, Mundo Cãoporativo!”. Segundo ele, uma boa competição obriga o profissional a sair do estado de inércia, para brigar por metas maiores.
Por exemplo, ela pode levar alguém a se matricular em um MBA, a aprender outro idioma, a cultivar seu networking, a desenvolver a habilidade de trabalhar em equipe e se relacionar com as pessoas, enfim, a não se acomodar.
“O ser humano já nasce competidor. É claro que alguns são mais passivos e acomodados, sendo capazes de trabalhar por toda uma vida na mesma empresa, praticamente na mesma função, enquanto outros são mais ambiciosos”, explica.
Quando a competição prejudica
No entanto, quando os limites são ultrapassados, muitas são as consequências negativas. Para começar, a vida do competidor pode, facilmente, “virar um inferno”, nas palavras de Mendes.
Ficar o tempo inteiro se comparando com os outros, se aborrecer todas as vezes que um colega se destacar mais, sentir-se mal quando seus esforços não são premiados - o que é muito comum no ambiente de trabalho - e lamentar a demora da promoção são atitudes que mais prejudicam do que ajudam.
“Não dá para insistir na comparação com os outros. Cada um tem sua história de vida, seu tempo… Não adianta, por exemplo, querer ser um dos principais executivos de uma empresa quando se está há apenas três anos trabalhando nela”, garante.
Ainda segundo o especialista, “é mais fácil crescer quando há foco, paciência e planejamento do que quando se é refém dessa obstinação por ser o melhor”. Ele defende que não há nada pior do que a alienação. “É preciso aceitar que uma carreira é construída aos poucos e seus colegas podem ter caminhado muito mais”.
Sem amigos no mercado
Outra consequência negativa da competição desenfreada é a chance de arrependimento lá na frente. Quando a ambição não tem freios, o profissional corre o risco de perder o bom senso, agir de forma desleal e atropelar os colegas de trabalho.
“Além da dor na consciência que, cedo ou tarde, virá, essa atitude compromete o networking. No mercado de trabalho, as informações circulam muito rapidamente, de maneira que a imagem negativa do profissional ambicioso pode se espalhar. E, lá na frente, ele pode perder o emprego e precisar de ajuda. Mas quem vai indicar ou contratar uma pessoa que atropela os colegas?”, finaliza Mendes. [Infomoney]
May 09 2008
Vivemos num mundo onde tudo à nossa volta contribui para um estresse cada vez maior. O trânsito pára, quando precisamos pegar um avião, temos medo de ser assaltados cada vez que paramos num sinal vermelho. Economizamos o nosso tempo, indo de automóvel a lugares aonde poderíamos ir caminhando e trocando o almoço por um sanduíche sem nenhum valor nutritivo. Sem falar nas exigências cada vez maiores em termos de desempenho profissional, para enfrentar a acirrada concorrência do mercado de trabalho.
Felizmente, estamos também cada vez mais conscientes do quanto a nossa qualidade de vida deixa a desejar e do que podemos fazer para minimizar o problema. As revistas trazem reportagens e artigos que mostram a importância de uma alimentação saudável e a necessidade de praticar atividades físicas. Os jornais estão cheios de anúncios de condomínios e apartamentos, que prometem devolver ao seu futuro proprietário alguns itens que faziam a qualidade de vida dos velhos tempos: segurança, muito verde, nenhum barulho, etc.
Nas empresas, proliferam as academias de ginástica e aulas de ioga, as campanhas de incentivo a hábitos saudáveis e de prevenção a cuidados com doenças como hipertensão e diabetes. O que é muito positivo e louvável, principalmente se considerarmos que, hoje em dia, uma enorme parcela do tempo e da energia das pessoas é dedicada à vida profissional.
Mas não basta. As empresas precisam considerar também um fator importantíssimo sem o que estaremos atacando apenas uma parte do problema. Ou seus sintomas.
Este fator é a necessidade básica do ser humano de viver as suas emoções. O mecanismo que permite vivê-las é o desempenho de papéis, neste caso, o papel profissional. A condição essencial, para que alguém possa viver suas emoções no papel profissional, é trabalhar numa empresa onde o respeito à dignidade de seus funcionários figure em lugar de honra na carta de valores, e que lhes permite dizer não a tudo aquilo que venha a ferí-la. Nesta organização, o feedback e o reconhecimento fazem parte do dia a dia, assim como os desafios e o treinamento adequado.
É verdade que ficaram para trás os tempos em que, na maioria das organizações, se esperava que os funcionários deixassem o ser humano do lado de fora da porta e trouxessem apenas o profissional para dentro da empresa, ou seja, “lá fora você sente e pensa, aqui dentro você trabalha”.
Mas ainda são muitas as empresas em que o restaurante, a academia de ginástica e as atividades esportivas, assim como as campanhas de estímulo a hábitos saudáveis e prevenção de doenças, convivem com um estilo gerencial autocrático. Muitas vezes, são empresas que reduziram seus quadros além do razoável, mas que trabalham com prazos exíguos e onde o único feedback é o “crawl”. Empresas que não oferecem treinamento, mas punem os erros e onde as pressões e o terrorismo são solo fértil para o estresse patológico.
Em poucas palavras, organizações que, em sua essência, desconsideram a dignidade dos seus funcionários. Nestas, a qualidade de vida será sempre péssima e benefícios como academias e restaurantes servirão, no máximo, como paliativos.
Isto vale também para a vida pessoal. Se queremos qualidade de vida, precisamos poder viver todas as nossas emoções e, para isso, temos que desenvolver o maior número possível de papéis. Corremos o risco, no mundo em que vivemos, de que a nossa vida acabe restrita ao binômio trabalho-casa. Com isso, ficamos limitados a apenas dois papéis: o profissional e o de pai, ou mãe de família. Podemos tê-los como os mais importantes mas, em hipótese alguma devem ser os únicos porque, além do mais, ambos são limitados no tempo.
Cedo ou tarde os filhos crescem, deixam o ninho e chega o dia de aposentar-se. Para quem desenvolveu somente estes dois papéis, a vida deixa de fazer sentido - e é esta a razão porque tantas pessoas não sobrevivem à fase da aposentadoria, justamente uma fase da vida que pode ser incrivelmente feliz e produtiva. É quando o tempo fica disponível para o lazer, atividades sociais e hobbies, ou seja, para descobrir e desenvolver outros aspectos e talentos da própria pessoa.
Se enquanto estivermos ativos profissionalmente desenvolvermos, ainda que em segundo plano, outros papéis - amigo, irmão, filho, vizinho, centro-avante do time, pintor ou jardineiro de fim de semana, etc., teremos, não só um espaço muito maior para viver emoções, como teremos também, na aposentadoria, com que preencher o vazio criado por ela.
Uma outra razão porque precisamos de muitos papéis, é que seria impossível vivenciar todas as nossas emoções em apenas dois, sem que isto resultasse em comportamentos inadequados.
É através do uso de papéis que conseguimos o equilíbrio entre os impulsos (o que sentimos) e aquilo que é socialmente aceito (o que pensamos).
Um cirurgião, por exemplo, pode estar vivenciando de forma adequada e positiva a sua agressividade quando, para curar o seu paciente, maneja um bisturi. Não vai sofrer nenhuma punição ou rejeição pelo ato de cortar alguém, muito pelo contrário. Receberá a gratidão do paciente e de seus familiares, além da admiração dos colegas e da sociedade - mas podemos imaginar o que aconteceria, se ele utilizasse o seu bisturi fora do contexto operatório.
O importante é que, vivenciando os seus impulsos ele será mais feliz, realizado e cada vez mais produtivo.
É por isto também que, num momento em que a produtividade é condição essencial para a sobrevivência das empresas, torna-se tão necessário que elas abram espaço para que as pessoas vivam suas emoções no papel profissional. Está provado que a produtividade de uma empresa é diretamente proporcional à felicidade dos funcionários no desempenho de suas funções. Assim como a felicidade dos funcionários é diretamente proporcional ao respeito que a empresa dedica à sua dignidade.
Resumindo, para obtermos uma real qualidade de vida, precisamos de duas coisas. A primeira delas é poder viver nossas emoções no papel profissional, já que o contexto sócio-econômico em que vivemos nos leva a dedicar a ele uma fatia tão grande do nosso tempo e energia. A segunda, é checar se temos papéis em número suficiente para vivenciar todas as nossas emoções. Quanto maior o número de papéis e quanto mais flexíveis eles forem, maior será a nossa qualidade de vida
Sem esquecer, é claro, que precisamos também de atividades físicas, nos alimentar corretamente, dormir o suficiente e procurar regularmente o médico. Para ser feliz, também é preciso ter saúde.
PAULO GAUDÊNCIO é médico psiquiatra e fundador do Instituto Paulo Gaudêncio, onde se dedica há mais de quarenta anos à psicoterapia de grupo, supervisionando uma equipe terapêutica e de pesquisa científica na área de Terapia Clínica.
Fonte: www.abqv.org.br